Sumário
Nos últimos anos, o número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem aumentado significativamente em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 100 crianças está dentro do espectro autista, embora em alguns países os números sejam ainda mais altos, chegando até mesmo a 1 em cada 36 a partir de 2020 nos EUA. Esse crescimento pode ser atribuído não só ao aumento real de casos, mas também à maior conscientização e à melhoria nos métodos de identificação precoce.
A identificação precoce do autismo é fundamental, pois permite iniciar intervenções na primeira infância, período em que o cérebro está em plena formação e mais receptivo ao desenvolvimento de habilidades sociais, cognitivas e comunicativas.
Neste conteúdo vamos conhecer algumas terapias integrativas que podem trazer grandes benefícios para a criança com autismo. Mas, para começar, vamos falar da mais popular delas, o ABA.
ABA: a base para o desenvolvimento
Entre as terapias mais utilizadas no tratamento do autismo, a ABA (Análise do Comportamento Aplicada) é a principal. Trata-se de uma abordagem baseada em evidências científicas que busca desenvolver comportamentos desejáveis e reduzir comportamentos desafiadores por meio de reforços positivos, rotinas estruturadas e estímulos direcionados.
Dentro da ABA, é possível integrar outras abordagens que potencializam seus efeitos — como a musicoterapia, que pode ser usada para desenvolver comunicação, atenção e expressão emocional.
Vale assistir abaixo o video do canal Luna ABA, o qual é especializado neste tipo de terapia, explicando com maiores detalhes o que é e como ela funciona na prática:
Mas além da ABA, outras terapias integrativas podem complementar o desenvolvimento da criança com autismo, oferecendo um suporte mais holístico e respeitando as necessidades individuais.
Outras terapias integrativas benéficas para crianças com autismo
1. Musicoterapia
O que trabalha: Comunicação, socialização, regulação emocional e expressão de sentimentos.
Benefícios: A música é um canal natural de interação, especialmente para crianças não verbais ou com dificuldades de comunicação. Ajuda a melhorar o foco, reduzir a ansiedade e promover conexões emocionais. Leia mais sobre a relação entre musicoterapia e autismo, aqui.
2. Terapia Ocupacional com Integração Sensorial
O que trabalha: Coordenação motora, percepção sensorial, autonomia e habilidades do dia a dia.
Benefícios: Crianças com TEA costumam apresentar hipersensibilidades ou hipossensibilidades sensoriais. Essa terapia ajuda a organizar e modular essas percepções, promovendo mais conforto e independência.
3. Fonoaudiologia
O que trabalha: Linguagem, fala, compreensão e comunicação não verbal.
Benefícios: Essencial para crianças que apresentam atrasos ou dificuldades na fala. Também trabalha habilidades sociais ligadas à comunicação, como olhar nos olhos e tomar turnos em uma conversa.
4. Equoterapia
O que trabalha: Equilíbrio, coordenação, postura, autoestima e vínculo social.
Benefícios: Utiliza o cavalo como instrumento terapêutico. A relação com o animal favorece o afeto, a concentração e a integração sensorial, além de estimular o corpo em movimento. Leia mais sobre equoterapia, aqui.
5. Terapias artísticas (arteterapia, teatro terapêutico, dança)
O que trabalha: Expressão emocional, criatividade, habilidades sociais e autoestima.
Benefícios: Oferece uma forma segura e prazerosa de expressar sentimentos e trabalhar a interação com o outro, especialmente útil para crianças com dificuldades de se expressar verbalmente. Aprenda mais sobre arteterapia com este nosso conteúdo aqui.
Fonte: Envato Elements | Créditos: stockimagefactory
6. Terapia Assistida por Animais
O que trabalha: Empatia, vínculo afetivo, foco e comunicação.
Benefícios: A presença de animais como cães, gatos e coelhos pode despertar o interesse da criança e motivá-la a se envolver em atividades terapêuticas. Estimula o afeto e a atenção compartilhada.
7. Reiki e outras práticas energéticas
O que trabalha: Relaxamento, equilíbrio emocional e regulação do sistema nervoso.
Benefícios: Ainda que não substituam intervenções convencionais, essas terapias podem ser um suporte importante para reduzir ansiedade e ajudar a criança a se sentir mais centrada e tranquila. Aqui você pode conhecer outras práticas energéticas além do Reiki.
8. Yoga Infantil
O que trabalha: Conexão corpo-mente, respiração, consciência corporal e foco.
Benefícios: Melhora a concentração, reduz a hiperatividade e promove o autocontrole, além de favorecer o bem-estar emocional e físico. Temos um conteúdo especial sobre yoga para crianças aqui mesmo na revista.
O cuidado ideal é individualizado
Devemos deixar bem explícito que, cada criança com autismo é única. Por isso, o caminho terapêutico ideal deve ser traçado considerando suas características, habilidades, dificuldades e interesses. A combinação entre terapias tradicionais e práticas integrativas pode oferecer resultados mais amplos, respeitando o ritmo da criança e fortalecendo sua qualidade de vida e autonomia.
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